terça-feira, 14 de junho de 2011

Sombras

O que vejo em meu destino?

Uma partida, barcos, cantos, homens.

Sempre dor e tristeza a minha frente.

Isto é o que aguarda aos filhos de Odin.

Glória e dor, sombras e desassossego.

As pegadas de sangue numa terra de sal.

Minhas lágrimas foram secas pelo vento

E crispei minhas mãos de ódio.

Olhos vermelhos, demônio antigo que habita em mim.

Coração perdido, paixão sôfrega.

Não canto mais nada,

tudo já se foi,

e o que podemos esperar?

A morte.

sábado, 28 de maio de 2011

Melancolia

Os balanços coloridos parados
No meio da relva verde e úmida.
Por entre árvores juncosas e tristes.
O vento sopra,
E os metais dos brinquedos nem se importam.

É sorriso distante,
vozes de crianças brincando ao longe...
Pegadas na terra,
Rostos suados e de pureza contente.
Foi-se para trás, o destino levou embora.

Assisto somente como espectadora
A nostalgia melancólica bate forte,
Num coração cheio de passados,
Que em tempos imemoriáveis já teve sua glória,
E que um dia voltará a ter sua paz.


Quem sabe.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Menina Morta

Mães, florestas e grandes olhos
Filha das chuvas e tempestades,
Por que a tristeza deve ser tão funda no peito amargo?
- Não há vida nos olhos da menina morta.

Correu para longe, gritou em desespero:
Secou as lágrimas com o veneno do tempo;
E guardou no coração todos os antigos rancores.
-Não há vida nos olhos da menina morta.

As mãos crispadas do medo do passado
Que sempre bate à porta...
Que dilacera o prazer de viver...
-Não há vida nos olhos da menina morta.

O controle do teu coração foi perdido,
Hoje ele vaga num deserto de loucura iminente
O vazio sem cura, é tempo de se perder.
-Não há vida nos olhos da menina morta.


Não me siga.

domingo, 8 de maio de 2011

Fogo de Âmbar

Se o fogo em teus olhos,
Conseguir arrastar minhas preces pelas areias do tempo
É porque és meu escolhido, velho forasteiro;
Que dança e gira com as estrelas...
E tens nos teus dedos a vertigem do meu coração.

Corri para teus braços e teus olhos,
Tão cheios de fogo, como os admirei...
Cantei teu nome e teus filhos
Corri pelos jardins e comi do fruto proibido ao teu lado
Jovem forasteiro.

Não importa o tempo do amor,
Nem as longas viagens dos amantes perdidos.
Remosrso ou dor,
Terás o momento da culpa, maldita dor!
É vida que corre, é vento no tempo.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Pequeno Desejo

Procuro um amor que caiba dentro
E fora de mim.
Que encha de ar meus pulmões
E solte vida ao exalar.
Quero um amor libertador, livre,
Mas que me prenda pelos olhos, pelo toque,
Ou por uma simples lembrança.
Quero o doce do sentir-me apaixonada,
O sabor da ansiedade gostosa
E a pulsante alegria em apenas trocar olhares.
Quero o sol novamente em meu rosto
E que a brisa dance entre nossos beijos.
Assim como quando um pequeno elogio
Te torna a mais feliz dentre as mulheres.
E teu amor é tão grande
Que torna todos os medos pequenos.


A escrita é breve, mas o desejo intenso.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Homem Sonhado

Mentiras bem ditas
São melhores que verdades escondidas.
Meu coração pulsa forte em cada batida do passado.
Dilacerada pelo tempo e pelos caprichos da morte.

Coração de criança, corre com pernas de ventos...

As cores que correm giram em dissonantes mãos e dedos.
A coisa que cintila e brilha em mim, a vida pulsa em meu sangue
Palpita meus olhos e o teu dedilhar pelo meu corpo.
teu cheiro (pressentido), teu lábios, tuas mãos e teus olhos de lobo.

Coração de mulher, deseja o homem distante com prazer e pecado...

Não abandone este mundo
sem que eu possa te acompanhar, forasteiro.
Longe, eu sei, mas saúdo a aventura
E os sonhos de um amor platônico.

Os cabelos dos ventos e teu verbo, tão caro aos meus ouvidos....

Fui, cresci e repudiei tudo isto,
Roubaram meu encanto, malditos!
E riram de minhas preces de dor.

Chorei e desejei as estrelas de teus olhos azuis profundos...

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Estrela da Manhã

Como recuperar aqueles sonhos perdidos?
O amor esquecido com a poeira dos tempos?...
O vento sobre meu coração: Eis a vida nova que chega!
A tristeza vai aos poucos se esvaindo...

E assim vai renascendo a Estrela da Manhã.
Acabou-se o tempo das dores e da escuridão.
os pássaros cantam ao som verde das flautas
E o suspiro dos deuses encontra novamente morada em meu coração.

Vou longe, cavalgo o ar
Rio as cores e faço movimentos musicais.
Grito longe e minha voz é ouvida como doce presságio
Não temo mais a morte, nem a dor.

O tempo de sofrer passou, nova aurora desperta
Novos caminhos, palavras e Homens
Não leverás meu orgulho nunca mais
Pois ele renasceu com a Estrela da Manhã.